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	<title>Orgia Literária</title>
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		<title>Dentes de Leite, Ignacio Martínez de Pisón</title>
		<description><![CDATA[O modo desarticulador mas estranhamente coeso como a narração retorce os nexos do tempo histórico e narrativo, com admiráveis sequências em analepse e prolepse, fazem de <b><i>Dentes de Leite</i></b>, de <b>Ignacio Martínez de Pisón</b>, um mosaico ficcional particularmente eficaz.]]></description>
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		<title>A Chave, Rui Herbon</title>
		<description><![CDATA[<b><i>A Chave</i></b> é o novíssimo título de <b>Rui Herbon</b>. Em epígrafe, versos do poema “Xadrez” de Jorge Luis Borges – «Deus move o jogador que move a peça. / Que deus atrás de Deus o ardil começa / de pó e tempo e sonho e agonias?» – fazem-nos prever a influência borgiana e lobrigar a urdidura do conto com as declinações do jogo que é a vida.]]></description>
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		<title>Contos Completos, Virginia Woolf</title>
		<description><![CDATA[Nesta compilação, <b>Virginia</b> nos dá uma aula de produção literária e o livro acaba funcionando desta forma: como um laboratório, uma inesperada oficina da palavra à distância. As primeiras frases de cada conto são, por si próprias, diamantes em particular; construções muito cativantes que em vários momentos já nos colocam em outro ponto de vista sobre algo de que nem uma primeira vista tivemos.]]></description>
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		<title>Tudo o que eu tenho trago comigo, Herta Müller</title>
		<description><![CDATA[Em Janeiro de 1945, Estaline (1878-1953) juntou os alemães residentes na Roménia, entre os 17 e os 45 anos, e deportou-os para os campos soviéticos. <b><i>Tudo o que eu tenho trago comigo</i></b> (2009) relata as vivências de um jovem proveniente da minoria alemã da Transilvânia num desses campos, durante os cinco anos que vão de 1945 a 1950.]]></description>
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		<title>Com os copos, Miguel Esteves Cardoso</title>
		<description><![CDATA[<b><i>Com os copos</i></b>. Nome singelo e esclarecido, de edição cuidada e ilustrada. Tudo nele pede para ser comprado, lido, relido, apreciado e recomendado. A amigos, conhecidos e desconhecidos. E o leitor (ou, de preferência, a leitora) é claramente um(a) amigo(a).]]></description>
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		<title>Reparação de Briony Tallis</title>
		<description><![CDATA[Se <i><b>Reparação</b></i> é um tipo de metalinguagem onde uma personagem está escrevendo o livro, Briony Tallis nos presenteia com uma obra-prima na hora de falar a verdade – que é toda a primeira parte, numerada em catorze capítulos.]]></description>
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		<title>O Livro dos Prazeres Inúteis, Tom Hodgkinson e Dan Kieran</title>
		<description><![CDATA[<i><b>O Livro dos Prazeres Inúteis</b></i> funciona como uma espécie de guia para nos auxiliar a recordar todas as pequenas coisas que estão ao nosso alcance para escapar à tirania do stress dos nossos dias. É um pequeno manifesto hedonista que, como não poderia deixar de ser, sublinha o valor da rebeldia e da transgressão.]]></description>
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		<title>Blues para uma puta velha, Jorge Fallorca</title>
		<description><![CDATA[A vocação andarilha e rebelde, a digressão vigiada pela ironia, um matreiro cepticismo, compõem o solo que as botas de <b>Jorge Fallorca</b>  (compradas na feira de Castro Verde) pisam com segurança de quem há muito caminha, tropeça e se levanta com pertinácia, e (mal) pára, a anotar uns <i>blues</i>.]]></description>
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		<title>Outubro, Rui Bebiano</title>
		<description><![CDATA[Independentemente de partidarismos, ortodoxias ou posicionamentos ideológicos, parece inegável a importância da Revolução Russa para a História enquanto estudo, bem como para a compreensão de, ainda, muito do que forma a actualidade e ajuda a explicar tantos dos seus sinais – «um tempo e um lugar onde foi possível acreditar na materialização de uma das mais antigas intenções humanas: o advento de uma época afortunada».]]></description>
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		<title>não se brinca com facas, José António Barreiros</title>
		<description><![CDATA[O homem é «um equilíbrio difícil em dois pés precários», escreveu Vergílio Ferreira, ele que soube como ninguém retratar a tensão insuperável do homem consigo mesmo. Neste trilho ôntico, chega-nos o <i><b>não se brinca com facas</i></b>, recente título de <b>José António Barreiros</b>, com a palavra a erigir a vida ao abordar a fragilidade da existência, a solidão, a incompreensão e a interrogação da identidade a acordar a consciência do fracasso. ]]></description>
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