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[8 May 2010 | 1 Comentário | ]
<i>Orlando</i>, Virginia Woolf

Para alguns, o livro mais atual de Woolf. Para outros, a ovelha negra de sua produção. Entre ambas as opiniões, a certeza de que Orlando é uma fresta notável dentro da obra total da autora. Uma biografia inventada, sorvida e dedicada à existência da Vita Sackville-West, sua andrógina amante.

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[30 Apr 2010 | 0 Comentários | ]
<i>O Terceiro Reich</i>, Roberto Bolaño

Há uma iniludível fantasmagoria, uma progressiva concentração – de personagens, de situações, de espaços – ao longo de O Terceiro Reich, de Roberto Bolaño. A narração é feita na primeira pessoa – uma estratégia de escrita que poderia fazer emperrar o romance, ou deixá-lo demasiado preso a uma técnica, mas de que o autor se desembaraça com notável desenvoltura. O correr da obra acaba por boicotar esse esquema inicial – através da interferência de tempos que se vão pondo em causa, por um certo desarranjo do esquema narrativo –, atravessada como está por um paradoxo.

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[19 Apr 2010 | 1 Comentário | ]
<i>George Orwell. Uma biografia política</i>, John Newsinger

A obra de Orwell foi prolífica em arranjar polémicas e controvérsias, mas igualmente prolífica foi a relação de muitas polémicas e controvérsias com a sua obra, enquanto origem de uma enorme diversidade de perspectivas e interpretações sobre o autor e o que escreveu. Essa fecundidade não se limitou ao curto período da vida intelectual de Orwell, interrompida por uma morte prematura em 1950, e podemos mesmo afirmar que cresceu desde então, continuando, ainda hoje, a registar uma vitalidade sem qualquer desalento. Em George Orwell. Uma Biografia Política, originalmente publicada em 1999, o historiador John Newsinger mostra-nos a intensidade do fluxo desta fonte, ao mesmo tempo que dela bebe.

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[17 Apr 2010 | 0 Comentários | ]
<i>Diário Volúvel</i>, Enrique Vila-Matas

Ínvio diário de um sedutor, as páginas que Enrique Vila-Matas reuniu em Diário Volúvel tecem-se e destecem-se à feição do título que as une – «olho tudo com curiosidade fleumática de diarista volúvel e passeante acidental» (p. 44) –, à razão destemperada de uma biografia fugitiva. Refinadíssima releitura do tópico do flâneur – que, no entanto, é nele tudo menos tópico –, Vila-Matas enceta uma passeata embebida até ao osso em tradição e revisitação.

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[12 Apr 2010 | 1 Comentário | ]
<i>O Livro Branco</i>, Jean Cocteau

A nova edição de O Livro Branco de Jean Cocteau pela Assírio & Alvim é, tanto quanto sei, a primeira que se faz em Portugal desde 1985 (esta com a chancela da & etc.). Levou-nos, portanto, um quarto de século a reeditar este livrinho, que, de extensão de texto propriamente dita, no formato da colecção Gato Maltês, não tem mais de quarenta e sete páginas.