Um romance, na opinião e facere de muitos dos seus cultores, deve ter uma estrutura cuidada. Preferencialmente (nesses casos), tal estrutura deverá ter o seu significado e/ou meta-texto próprios. Como este A Máquina do Tempo Acidental é, declaradamente, uma obra de Ficção Científica, o autor optou por fazer reflectir o tema principal (as viagens no tempo) na organização dos capítulos e dos eventos, bem como na evolução da personagem: como o próprio tempo, a história progredirá em frente, inexoravelmente a caminho do futuro.
Leia o texto »Paulo Castilho, vencedor de quatro dos principais prémios literários nacionais, apresentou-nos no final de 2008 Letra e Música.
Depois de uma ausência de oito anos, o livro foi lançado envolto de uma imensa expectativa em torno de um dos mais destacados escritores portugueses da actualidade. Mas que dizer de Letra e Música?
Nascida no século XV na província do Rajasthan, no seio de uma família Kshátryia – a casta dos nobres e guerreiros hindus – Mirabai demonstrou, desde cedo, uma forte devoção ao deus Krishna, cujo culto nunca foi visto com bons olhos pela família do marido, a qual privilegiava o culto a outras divindades.
Há livros que encantam pelo objecto que são. É deste modo que se amplifica a gratificação pela experiência da leitura e se distingue o amor pelos livros, que vai para além das narrativas que encerram, e nos imbui de um forte desejo de apropriação do objecto – que está simultaneamente relacionada com o desejo de posse e com o desejo de integração simbólica do seu conteúdo.
Um livro é um pacote engraçado. Mistura de expectativa e consumo imediato antes de nele mergulharmos. Impressionamo-nos facilmente com capas belas e sóbrias, com as sonoridades dos títulos, o pedigree da publicação. Entre muitas outras coisas. Mas às vezes o pacote engana, e a leitura transmuta-se de puro prazer em algo de menos próprio. Como a irritação.
Antero de Quental nasceu a 18 de Abril de 1842, na cidade de Ponta Delgada, S. Miguel (Açores) e foi ali que pôs termo à sua vida inquieta, em 1891, provavelmente em busca do sossego e da unção, que enunciou assim: «Na mão de Deus, na sua mão direita, / Descansou afinal meu coração.// Dorme o teu sono, coração liberto, / Dorme na mão de Deus eternamente!».