[23 Jul 2010 | 0 Comentários | ]
<i>Dentes de Leite</i>, Ignacio Martínez de Pisón

O modo desarticulador mas estranhamente coeso como a narração retorce os nexos do tempo histórico e narrativo, com admiráveis sequências em analepse e prolepse, fazem de Dentes de Leite, de Ignacio Martínez de Pisón, um mosaico ficcional particularmente eficaz.

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[11 Jun 2010 | 0 Comentários | ]
<i>Reparação</i> de Briony Tallis

Se Reparação é um tipo de metalinguagem onde uma personagem está escrevendo o livro, Briony Tallis nos presenteia com uma obra-prima na hora de falar a verdade – que é toda a primeira parte, numerada em catorze capítulos.

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[7 Jun 2010 | 0 Comentários | ]
<i>O Livro dos Prazeres Inúteis</i>, Tom Hodgkinson e Dan Kieran

O Livro dos Prazeres Inúteis funciona como uma espécie de guia para nos auxiliar a recordar todas as pequenas coisas que estão ao nosso alcance para escapar à tirania do stress dos nossos dias. É um pequeno manifesto hedonista que, como não poderia deixar de ser, sublinha o valor da rebeldia e da transgressão.

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[4 Jun 2010 | 0 Comentários | ]
<i>Blues para uma puta velha</i>, Jorge Fallorca

A vocação andarilha e rebelde, a digressão vigiada pela ironia, um matreiro cepticismo, compõem o solo que as botas de Jorge Fallorca (compradas na feira de Castro Verde) pisam com segurança de quem há muito caminha, tropeça e se levanta com pertinácia, e (mal) pára, a anotar uns blues.

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[21 May 2010 | 1 Comentário | ]
<i>Outubro</i>, Rui Bebiano

Independentemente de partidarismos, ortodoxias ou posicionamentos ideológicos, parece inegável a importância da Revolução Russa para a História enquanto estudo, bem como para a compreensão de, ainda, muito do que forma a actualidade e ajuda a explicar tantos dos seus sinais – «um tempo e um lugar onde foi possível acreditar na materialização de uma das mais antigas intenções humanas: o advento de uma época afortunada».

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[11 May 2010 | 0 Comentários | ]
<i>não se brinca com facas</i>, José António Barreiros

O homem é «um equilíbrio difícil em dois pés precários», escreveu Vergílio Ferreira, ele que soube como ninguém retratar a tensão insuperável do homem consigo mesmo. Neste trilho ôntico, chega-nos o não se brinca com facas, recente título de José António Barreiros, com a palavra a erigir a vida ao abordar a fragilidade da existência, a solidão, a incompreensão e a interrogação da identidade a acordar a consciência do fracasso.